Parei pra pensar agora, e essa saudação parece mais uma despedida, né não rapeize ? Pois é, já é noite ! E como diria a música de hoje: tempo, fluindo como um rio.
Sim, pura poesia a letra do vídeo de hoje.
A banda é The Alan Parsons Project, fundado obviamente por Alan Parsons e nem tão obviamente assim, por Eric Woolfson.
O Alan é um dos pesos pesados do mundo musical. Não só como músico e compositor. Mas principalmente como engenheiro de som. Ele participou em nada mais nada menos que no The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd, e no Abbey Road e Let It Be dos Beatles, entre outros.
A música é Time, do disco The Turn Of A Friendly Card, de 1980:
Pra quem quiser, a letra com a tradução se encontra aqui. E isso é isso. Um abraço e peace out !
O blog tá precisando de movimentação e material ! Então decidi escrever um pouquinho mais que o normal hoje.
O post vai ser um amontoadinho de vídeos de um cara que eu admiro demais. Não pela história dele que vou contar rapidinho, mas pela música !
O rapaz se chama Jason Becker, nascido na Califórnia em 1969. Ganhou o primeiro instrumento aos 3 anos, e alguns poucos anos depois já tava tocando músicas inteiras do Bob Dylan. Vamos dar um saltinho pros seus 16-17 anos. Quando ele conhece o Marty Friedman, e juntos decidem fazer uma banda: a desafiadora Cacophony. Desafiadora ? Sim, desafiadora. Desafiadora musicalmente pelas sua mistura de speed metal, influências clássicas, curtas passagens de puro humor no meio da sonzeira, e eventuais cacofonias aqui e ali pra dar aquele gostinho legal. Desafiadora tecnicamente pela capacidade dos dois na guitarra. E também desafiadora pela voz do Peter Marrino díficil de engolir para alguns, hahah.
Depois do Cacophony, em 1989, o Jason lança um disco solo, e fica sabendo que Dave Lee Roth está procurando um guitarrista novo pra banda dele, e decide mandar uma fita pra ele, eles convidam pra uma audição e ele vai. Resultado, é chamado pra banda.
Masss, por ironia do destino, uma semana depois ele é diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença que faz a pessoa perder o movimento voluntário dos músculos. Daí pra frente ele ajuda na gravação do disco do Dave, lança um segundo disco solo que demorou uns 5 anos pra acabar, e vai perdendo a força muscular cada vez mais. Os médicos dão de 3 a 5 anos de vida pro rapaz.. Ele acaba se virando pro hinduísmo e até hoje em dia tá aí, compondo e laçando discos, mesmo só conseguindo mexer um dos dedões das mãos e os dois olhos.
Serrana:
Mozart:
When You Wish Upon A Star:
Bourrée de Bach:
Grilled Peeps/Fast Country Thing:
Drop In The Bucket (que ele escreveu pro Dave Lee Roth):
O post ficou compridinho, mas espero que tenham gostado dele e sintam vontade de conhecer mais a fundo esse grande músico.
Fala rapaziada bonita desse meu Brasil ! Mais um dia chuvoso (tá virado redundância já..) aqui em São Paulo, e mais um post pra rapaziada ler (ou deixar de) aqui no blogson.
O assunto de hoje é o disco de 1989 dos Titãs, e até agora o melhor que ouvi deles: Õ Blésq Blom.
Titãs pra quem não conhece, nessa época era formado por 8, sim, eu disse OITO, músicos ! Os que ainda estão na banda: Branco Mello, Paulo Miklos (que experimentou ser ator, modelo etc e tal), Sérgio Britto e Tony Bellotto (é, aquele marido da Malu Mader). E também nesse álbum, faziam parte: Charles Gavin (saiu do conjunto bem recentemente, sempre achei que ficaria pro resto da vida com eles), Marcelo Fromer (morto atropelado por uma moto na Avenida Europa em 2001), Arnaldo Antunes (doido de pedra) e Nando Reis (não preciso apresentar, né?).
Vou destacar cinco músicas das treze do disco. Começando pela quarta faixa, O Camelo e o Dromedário. Letra de quem fumou um, em cima de uma base reggae e um teclado meio Whiter Shade Of Pale:
Oitava música agora, Flores. Letra sempre boa. Rock de verdade, com direito até a solo de sax do Paulo Miklos !
Já vem logo em seguida uma das melhores do disco, Pulso. A letra é demais de novo (pra quem gosta de Augusto dos Anjos, vai ter um orgasmo com ela), todos os instrumentos muito bons, e até a over-repetitiva batidinha programada não incomoda e até adiciona nessa faixa:
E essa já encaixa no próximo destaque, 32 Dentes. Riff foda do violão, bateria entra naquele "ritmo da selva", vocal bom do Branco Mello, letra bem pensada. Adoro a risada que ele solta aos 1:25. E logo em seguida entra uma guitarra e a bateria dando aquele som de musica texana:
E pra fechar, a faixa 12. Deus e o Diabo. Coloquei mais mesmo pela bateria eletrônica do Liminha (sim, aquele mesmo dos Mutantes !) completamente anos 80, e as guitarras estilo Prince. E também, os teclados que aparecem aos 1:28 me lembraram muito Ace Combat:
E isso é isso. Um disco muito bom. Sem nenhuma música que dá vontade de correr e apertar "skip".
Bom dia, rapaziada ! Depois de um curto hiato, voltamos à atividade com esse post.
Vai ser sobre o quarto disco do Lobão (terceiro solo), lá de 1987: o ótimo Vida Bandida.
O álbum começa com Blá, Blá, Blá, Eu Te Amo...(Rádio Blá). Completamente anos oitenta, visual, som, vibe. Fora ter um dos melhores nomes de música já pensados:
A terceira faixa é um dos mega-hits do Lobão e leva o mesmo nome do disco: Vida Bandida. Quem nunca cantou sozinho o refrão "Viiidá ! Vida vidá vidá vida bandiiida !" ?? Fora o solo inspirado que me lembrou um pouco alguns do Ultraje:
Pronto pra mais ? Quinta faixa. Outro mega-hit do Lobão, Vida Louca Vida. Sim, aquela mesma que o Cazuza cantava. Na minha opinião, a original destrói a do, hmmmm, digamos assim, pelotense Cazuza, hahah:
E pra fechar as dicas do disco, a sétima faixa: Chorando no Campo. Muito bonita, tanto o violãozinho quanto o vocal, quanto a letra (sem contar a mão boba do Lobão na estátua mais pro fim):
Bueno, em resumo é um álbum oitentista ótimo ! Diria meio que incostante, mas no bom sentido, já que é quase impossível manter o nível de músicas tão bem feitas quanto as destacadas aqui.